Juliana Paes - Gabriela como Nunca
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Para viver Gabriela, a célebre personagem criada por Jorge Amado, Juliana Paes viajou para o sertão nordestino dois dias antes da equipe. “Tive meus momentos no sertão. Fiquei numa casa local, para sentir como é viver sem energia elétrica, sentindo a paisagem”, lembra a atriz. “Gabriela é uma mulher do sertão. Eu precisava internalizar tudo aquilo.” Prestes a viver uma das mais marcantes personagens da tevê brasileira – a novela estreia em junho –, Juliana conta, a seguir, segredos e curiosidades dos 15 dias que a equipe passou no sertão.
E fala, ainda, da saudade que sentiu do filho – Pedro, de 1 ano e 4 meses – e que o marido – Carlos Eduardo Baptista – a achou ainda mais linda quando ela voltou da Bahia. Mas, para evitar incômodos, ele não vai ver as cenas mais quentes de Juliana na pele da fogosa Gabriela. Ao que tudo indica, esse trabalho da atriz vai dar o que falar. Quem garante é o autor do remake, Walcyr Carrasco: “Juliana é muito mais do que a gente imaginava. A dedicação dela é impressionante. Vai ser uma Gabriela inesquecível”. Alguém duvida?
A seguir um trecho da nossa conversa com a atriz. O matéria na íntegra você encontra na revista IstoÉ Gente que está nas bancas a partir deste sábado 21!
“O sexo é bom de ver”
A Sônia Braga é um mito e associada a Gabriela até hoje. Você tem consciência que pode se tornar um mito?
Caramba não parei para pensar nisso não. Antes disso tem que acontecer tanta coisa. Juro que não tenho essa pretensão. Nem vi o material anterior para não ficar tentada a imitar algo que foi feito com tanta maestria.
Caramba não parei para pensar nisso não. Antes disso tem que acontecer tanta coisa. Juro que não tenho essa pretensão. Nem vi o material anterior para não ficar tentada a imitar algo que foi feito com tanta maestria.
Você chegou a conversar com ela sobre a personagem?
Tive uma conversa muito breve com a Sônia. Ela me parabenizou e tranquilizou. Disse: “Fica tranquila. Você tem um jeito Gabriela na sua essência”. Mas não cheguei a conversar sobre composição do personagem.
Nos anos 1970, Sônia Braga chocou o público ao aparecer em cena sem depilar as axilas. Você também fará isso?
Eu não vou conseguir, não tenho pelos. Não cresce mais. Mas isso é uma das coisas que era muito da época. Hoje em dia, mesmo que fosse possível, não sei se as pessoas aceitariam.
Tive uma conversa muito breve com a Sônia. Ela me parabenizou e tranquilizou. Disse: “Fica tranquila. Você tem um jeito Gabriela na sua essência”. Mas não cheguei a conversar sobre composição do personagem.
Nos anos 1970, Sônia Braga chocou o público ao aparecer em cena sem depilar as axilas. Você também fará isso?
Eu não vou conseguir, não tenho pelos. Não cresce mais. Mas isso é uma das coisas que era muito da época. Hoje em dia, mesmo que fosse possível, não sei se as pessoas aceitariam.
O que você tem de Gabriela?
Sempre me percebi muito molecona. É difícil para as pessoas que esperam uma postura mais séria, mas eu sou sempre a que entra fazendo brincadeira e gritando, Essa liberdade, esse jeito solto de brincar, despachado. Sempre foi muito natural.
Ela também tem um lado sexy, com muita naturalidade. Como é toda essa sensualidade e sexualidade à flor da pele para você?
Ela é uma mulher livre. É uma grande homenagem que o Jorge Amado presta para a mulher. Os desejos mais primitivos não são abafados por Gabriela.
Sempre me percebi muito molecona. É difícil para as pessoas que esperam uma postura mais séria, mas eu sou sempre a que entra fazendo brincadeira e gritando, Essa liberdade, esse jeito solto de brincar, despachado. Sempre foi muito natural.
Ela também tem um lado sexy, com muita naturalidade. Como é toda essa sensualidade e sexualidade à flor da pele para você?
Ela é uma mulher livre. É uma grande homenagem que o Jorge Amado presta para a mulher. Os desejos mais primitivos não são abafados por Gabriela.
Você aprendeu alguma coisa com essa liberdade dela?
Eu te juro que tenho aprendido com ela sim. É óbvio q existem códigos de conduta morais, tabus impostos pela sociedade que temos que respeitar. Mas podemos aprender um pouquinho sim.
Eu te juro que tenho aprendido com ela sim. É óbvio q existem códigos de conduta morais, tabus impostos pela sociedade que temos que respeitar. Mas podemos aprender um pouquinho sim.
Voltou para casa mais fogosa depois de tantos dias interpretando a Gabriela no Sertão?
Voltei um pouco mais conectada com a natureza reparando mais. Ela tem essa coisa mais forte, com a sua própria natureza. O maridão falou que eu estava mais bonita, mas acho que isso ele falaria de qualquer jeito.
Voltei um pouco mais conectada com a natureza reparando mais. Ela tem essa coisa mais forte, com a sua própria natureza. O maridão falou que eu estava mais bonita, mas acho que isso ele falaria de qualquer jeito.
Pela faixa de horário e até pelo título, cenas picantes vão acontecer. Fez algum tipo de preparação para isso?
Para isso a gente não se prepara. A gente simplesmente faz. O sexo é bom de ver. Todo mundo tem uma parcela de voyeurismo. A gente quer ver o bonito o lúdico, e sexo pode ser tudo isso, uma luz bonita, bem tratada, um cuidado como os corpos que vão estar entrelaçados em cena.
Para isso a gente não se prepara. A gente simplesmente faz. O sexo é bom de ver. Todo mundo tem uma parcela de voyeurismo. A gente quer ver o bonito o lúdico, e sexo pode ser tudo isso, uma luz bonita, bem tratada, um cuidado como os corpos que vão estar entrelaçados em cena.
Seu marido é ciumento, ele também se preparou para essas cenas?
Ele não vai ver. Ele diz: “Não precisa nega. Não entendo nada de televisão, de interpretação, não posso nem te ajudar”.
Ele não vai ver. Ele diz: “Não precisa nega. Não entendo nada de televisão, de interpretação, não posso nem te ajudar”.
Com que frequência falava com o seu marido e seu filho durante as gravações?
Falava pouco. Foi importante para esse processo. Precisava desse momento de solidão para compor a personagem.
Falava pouco. Foi importante para esse processo. Precisava desse momento de solidão para compor a personagem.
Você descobriu um lado selvagem no sertão. Ao mesmo tempo em que isso representa um autoconhecimento absurdo, deve ter sido difícil lidar com as saudades do filho.
Por incrível que pareça, o tempo em que eu ficava gravando paramentada, na pele de Gabriela, não sentia falta. Só quando chegava ao hotel a noite. Depois de uma semana começou a ficar difícil. Nunca tinha ficado tanto tempo sem ele. E o mais dolorido é achar que tá perdendo alguma coisa. Já que nessa idade, cada semana é uma evolução. Quando vi depois de 11 dias achei que ele estava diferente.
Por incrível que pareça, o tempo em que eu ficava gravando paramentada, na pele de Gabriela, não sentia falta. Só quando chegava ao hotel a noite. Depois de uma semana começou a ficar difícil. Nunca tinha ficado tanto tempo sem ele. E o mais dolorido é achar que tá perdendo alguma coisa. Já que nessa idade, cada semana é uma evolução. Quando vi depois de 11 dias achei que ele estava diferente.
Você pediu para a sua mãe e a babá levarem seu filho para os últimos dias de gravação em Canavieiras. Como foi ficar com o filho lá? O que vocês faziam quando você não estava gravando?
Enquanto eu estava gravando, minha mãe ia pra praia com ele, comer bobó. Um dia ele foi para o set. Ele não me reconheceu na primeira olhada como Gabriela, tava tão suja. Só quando sorri ele falou “Mamãe” e veio no meu colo. Ter ele por perto foi gostoso. Era confortável chegar e ter ele ali me esperando, ter a minha mãe para fazer um agradinho. Sou agarrada com a família.
Enquanto eu estava gravando, minha mãe ia pra praia com ele, comer bobó. Um dia ele foi para o set. Ele não me reconheceu na primeira olhada como Gabriela, tava tão suja. Só quando sorri ele falou “Mamãe” e veio no meu colo. Ter ele por perto foi gostoso. Era confortável chegar e ter ele ali me esperando, ter a minha mãe para fazer um agradinho. Sou agarrada com a família.
Creditos : Isto é gente



















